terça-feira, 30 de julho de 2013

A maravilhosa idade dos porquês

- Mãe, quando o pai pôs a semente, tu disseste, como é que me desenhaste?
- Como é que quê , filha?
- Como é que me desenhaste?
(Silêncio da mãe: o que é que eu respondo?...)
- Não fui eu que te desenhei filha, foste tu que te desenhaste...
- Como?
- Tinhas um lápis e um espelho e começas-te a desenhar, os olhos, a boca, o nariz...
- E como é que eu tinha um lápis na barriga?
- Já levavas dentro da sementinha.
- Ah...

Na verdade segue na sequência da conversa de há uns dias:
À mesa...
(...)
- Tu nessa altura ainda não existias, filha.
- Ah?...
- Não existias...
- Ah?
- Não existias. Agora estás aqui. Eu faço assim e toco-te. Tu estás aqui. Na altura eu fazia assim (esbracejo) e não te conseguia tocar. Porque tu não existias... Não tinhas nascido...
- Ah?...
- Não tinhas nascido.
(Silêncio pensativo)
- Como uma flor?
- Exactamente! Como uma flor!
- Como?
- Foi uma semente que o pai tinha e pôs na mãe... A mãe fez de terra e a semente nasceu dentro da barriga da mãe. E tu começaste a crescer, a crescer...
- Ah...

sábado, 27 de julho de 2013

Elogio a Marco


Acabada de assistir a uma entrevista com Alice Vieira em que ela crítica as novas alterações assépticas aos livros de Enid Blyton - onde palavras como "tareia" ou "cerveja" são substituídas por outras políticamente correctas - decidi-me finalmente a escrever sobre o "Marco" que muitos de nós viram na infância.... 
A memória que guardava da minha infância é que passava na televisão, uma vez por semana, ao Domingo, se a memória não me engana e que sofri durante longos meses até sentir a felicidade de o ver encontrar a mãe. E lembrava-me que tinha ficado "viciada", que detestava quando não podia ver. 
Passados agora quase 40 anos tive oportunidade de o ver, de seguida, em 5 DVD´s. Primeira reacção: pasmo! O Marco bebe uma pinguita de vinho para brindar, o Marco trabalha às escondidas para ajudar a família, a mãe deixa-o para ir trabalhar para outro continente... A minha filha colada, episódio atrás de episódio, e eu cada vez mais colada também, tentando perceber o quanto o Marco pode  ter sido determinante na formação do meu carácter. Desde muito pequena andava sempre com a palavra "justiça" na boca... 
E apaixonei-me agora por esta história, ao ponto de parar uma tarde inteira para ver os últimos episódios com a minha filha, chorando baba e ranho com as injustiças que lhe faziam, com o racismo de que era alvo, com a emoção de perceber a generosidade de algumas pessoas que vai encontrando, com a emoção de ver este menino que, no meio de tantas desventuras, encontra sempre tempo e espaço para ajudar quem precise mais do que ele. Um menino que grita, que chora, que ri, que pula de contente, que cai de cansaço, que cai de desespero, que tem pesadelos, que é acolhido e amado por estranhos, que é defendido por desconhecidos no seu percurso. Que é maltratado e que é bem tratado pelas mais diversas pessoas, pobres ou ricas, com ou sem instrução. Porque no "Marco" não há tendências nem preconceitos sobre o sítio onde vive o bem e o mal. O mundo não é a preto e branco. É real. E a construção de juízos de valor fica  a cargo da criança que vê. Ela identifica-se de imediato com o personagem: é uma criança à procura da mãe e, portanto, não é difícil cada criança se sentir na sua pele. E tudo o que fazem ao Marco fazem-no um pouco à criança que o vê, seja o bem ou seja o mal. E os maus são tão reais como os mais reais que todos nós conhecemos: são pessoas que gostam de se rir à custa dos outros, que não se conseguem pôr no lugar dos outros, que são egoístas, que fazem generalizações xenófobas, que maltratam os animais, que não se empatizam com o outro. São os maus reais, não têm cornos, nem barbatanas como nos filmes inutilmente violentos. Mas existem, coisa que não acontece em belíssimos desenhos animados que existem hoje, mas onde tudo é meigo, fofo, correcto, multi-racial e ecológico. E eu pergunto-me: que instrumentos mentais damos às nossas crianças para avaliarem com autonomia o mundo e os outros se não lhes apresentarmos de forma emotiva os problemas que inevitavelmente vão ver ou sentir? Que mal faz chorar de dor e emoção? Queremos por acaso criar máquinas politicamente correctas mas sem capacidade de reagir quando se depararem com o mal: identificar, perceber, relativizar, rejeitar sem "demonizar"... Acreditem, dentro do que de melhor vi para crianças em DVD nos últimos tempos está a Ponyo (uma verdadeira obra de arte de homenagem à tolerância e ao amor) e o Marco, pela sua força de fazer sentir emoções e fazer crescer eticamente uma criança. Que mais hei-de dizer? Foi um enorme prazer rever esta história de um menino, filho de um médico que se endivida para criar uma clínica para tratar os pobres, numa altura em que não havia assistência social e que, quando está prestes a encontrar a mãe, dá o dinheiro que tinha para a viagem, para salvar de uma pneumonia uma menina, que por ser de um bairro pobre, não tem médico que lá queira ir... Sinto que, com todo este elogio não honro verdadeiramente esta obra prima de homenagem às emoções e à generosidade mas é o melhor que consigo dizer. Ofereçam aos vossos filhos e às crianças que conhecem. Com 4 anos já ficam "colados" mas se virem mais tarde melhor.

sexta-feira, 15 de março de 2013

A crise, os velhos, as crianças e revolução

Tenho dito muitas vezes que estamos na iminência de viver uma revolução. Dêmos uns passos atrás para nos observarmos de longe: falamos muitas vezes de revolução agrícola, de revolução industrial e também falamos da revolução francesa, americana, russa e da dos cravos. Há revoluções que partem de movimentos populares, outras partem do exército, outras entram em movimento pela força das circunstâncias, pelo contexto político, económico, social, cultural, técnico e científico. Só são efetivas e verdadeiras quando se alastram aos indivíduos. Quando eles aderem à mudança. Se a resistência estiver latente ou oprimida então chamamos-lhe antes ditadura.
A revolução que acredito podermos estar a viver é uma revolução como a revolução industrial, demográfica ou científica. Acontece por força das circunstâncias. O fim de um ciclo do sistema capitalista está a gerar profundas alterações em vários países do mundo. Na Europa ela sente-se agora nos países do sul. Mas crises semelhantes têm ocorrido em países da América latina. Portanto, não tenhamos ilusões. Este não é um problema português. É um fenómeno global. Criamos uma sociedade baseada no supremo valor da produtividade, lucro, investimento, especulação, consumo. Um animal que corre atrás do próprio rabo num círculo vicioso que agora se transformou em espiral.
Dêmos uns passos atrás para nos observarmos de longe. Será a nossa forma de viver a melhor? Consumimos e desperdiçamos à custa de quê e de quem? Somos felizes assim? Mal os nossos filhos nascem começamos logo a consumir: somos capazes de fazer horas extra para comprar o melhor dos enxovais, em vez de começarmos a abrandar e nos dedicarmos ao namoro da ideia de ter um filho. Parte do tempo que gastamos a trabalhar para comprar coisas para os nosso filhos devíamos gastá-lo a brincar e a passear com eles. Usufruir da felicidade que é ver uma criança a crescer, cada pequeno passo, cada palavra, cada pergunta, cada gesto novo... Esta deveria ser a nossa prioridade. Com os nosso velhos fazemos a mesma coisa. Colocamo-los num lar ou deixamo-los a viver sozinhos. Porquê? Não é culpa nossa. As horas de trabalho necessárias ao pagamento de uma prestação de uma casa e de um carro obrigam-nos a ficar reféns de um trabalho a tempo inteiro que não nos deixa tempo livre. Nas famílias, cada vez mais pequenas e isoladas, não sobra ninguém com mais tempo que possa assumir os cuidados das crianças e dos idosos.
Agora, recentemente, com o aumento do desemprego, temos ouvido notícias de que há pais a retirar as crianças dos infantários, que há filhos a voltar para casa dos pais, que há pais idosos a serem retirados dos lares para irem para casa dos filhos. Fala-se quase sempre disto como de algo negativo, como se os pais não dessem mais atenção aos filhos do que aquela que eles têm nos infantários, como se os filhos (e os netos!) não pudessem dar aos idosos uma felicidade muito maior do que estar num lar. Todo esta transformação é dolorosa porque é sempre dolorosa a adaptação. Mas não significará um progresso maior do que aquele a que revolução industrial obrigou quando empurrou para a cidade milhões de famílias isoladas do que lhes era familiar, desprotegidas, a trabalhar 14 horas e a viver em condições de absoluta falta de higiene?
Não é uma solução bem inteligente as pessoas juntarem-se mais e inter-ajudarem-se? Que preço estamos nós a pagar pela falsa abundância baseada não na nossa riqueza real mas no dinheiro emprestado a juros? Não valerá mais a pena viver com menos e viver perto de quem amamos?
Este é apenas um dos pequenos detalhes desta transformação que se está a operar, destas pequenas adaptações saem os sobreviventes, os que resistem, os que recriam. O tempo livre do desemprego pode dar-nos tempo para criar soluções e novas formas de estarmos na nossa vida. O estado deixou de nos proteger e perdeu a sua função. Quem reina agora é um monstro chamado anarco-liberalismo. Não foi eleito, impôs-nos paulatinamente uma ditadura. Como abatê-lo? Eu acredito que somos nós, os liliputianos, que vamos fazer a revolução necessária. Adaptando-nos e contornado as dificuldades, podemos cortar as pernas ao gigante que vive do consumo que inevitavelmente teremos que deixar de lhe dar. Cortar as pernas a esta gigante que nos condena a uma vida de trabalho sem amor, nem arte, nem pensamento para no fim nos dar uma mísera reforma com a qual passearemos em excursões tristes a recordar tudo o que não vivemos durante toda a nossa vida. Todas as adaptações no sentido da união, solidariedade, redução do consumo, criação de auto emprego, trabalho artesanal, práticas agrícolas, exploração turística e cultural estão ao alcance de todos. Porque, como diria a Nina Simone, temos as nossas mãos e estamos vivos... Isto está a acontecer por todo o lado! E isto faz parte da revolução! Não precisamos apenas de demitir o Miguel Relvas nem sequer apenas o governo. Precisamos de uma alteração profunda, de uma mudança de paradigma económico, social e político. Uma parte desta mudança está em marcha, é inevitável, é uma adaptação inevitável. Outra parte terá que partir de uma renovação política. Que o novo governo se concentre em assegurar o que é essencial para as pessoas: não é o regresso aos mercados, não é a bolsa de valores, não é dar emprego a qualquer custo construindo auto-estradas e escolas gigantescas para alimentar os lobies do betão... A política do PS baseou-se na solução adotada para superar a crise dos anos 30. mas nós agora estamos em 2013 e o fomento do emprego fazia mais falta na educação, na saúde, no requalificação urbana sustentável (sem atropelar o património como anda a ser feito no Porto, visite-se o inqualificavelmente horroroso largo no quarteirão das Cardosas).
Precisamos de renovar a classe política colocando à frente do país toda a gente que ficou para trás por ser demasiado honesta. Precisamos de uma política de esquerda. A maior revolução está na mentalidade, ser capaz de superar o medo da esquerda. A esquerda terá de se unir e o povo terá de ser capaz de votar nela. Duas coisas bem difícieis. E isto será apenas o início de uma mudança que devemos querer se quisermos definir como prioridade das nossas vidas menos “coisas” e uma vida melhor. Com aquilo que é essencial para uma vida melhor. Têm-me dito que sou lírica, que o ser humano não muda assim de repente de mentalidade, que as pessoas estão demasiado apaixonadas e viciadas no consumo! Pois eu digo que bastou um dia numa viagem de comboio para Auschwitz para milhares de seres humanos alterarem as suas prioridades. De repente pessoas como nós definiram como prioridade a necessidade mais básica do ser humano: sobreviver. Não me digam que a mentalidade e a prioridades não se redefinem quando vemos os nossos filhos a passar fome, não me digam que não muda nada quando vemos os nosso filhos emigrar, não me digam que não muda nada quando depois de uma vida de trabalho ficamos sem casa porque de repente ficamos no desemprego! É inevitável mudar. E só não mudam aqueles a quem ainda não aconteceu nada e que são incapazes de se solidarizar com os outros. Tenhamos consciência do momento histórico que vivemos! Entremos ativamente nesta revolução. Vamos para a rua mas vamos também começar a discutir alternativas para as nossas vidas e para a nossa sociedade.

http://www.youtube.com/watch?v=mZVQmJVXDkk

sábado, 2 de março de 2013

Que se lixe a troika! Portugal é um país rico!


Eu vou falar daqui. A partir da minha enorme ignorância do funcionamento do sistema económico e financeiro mundial. E vou partir daqui: como pode um país tão rico ter chegado a esta enorme pobreza? Refém de uma dívida que nunca poderá pagar? Cujos governantes anseiam o dia em que possam aceder a mais empréstimos a juros mais baixos. Para nos continuarmos a endividar apenas de forma mais barata. Mais barata que a ajuda externa que temos tido. “Ajuda externa” que é o que se tem chamado a um empréstimos a juros tão elevados que têm rendido muito dinheiro a quem já tem muito dinheiro. E eu pergunto, aqui de baixo da minha ignorância: ajudo alguém que não tem dinheiro quando lhe empresto agora 50 € quando mais adiante ele me vai devolver 75 e sabendo de antemão que ele não o poderá pagar? Como pode esta absurda falta de lógica ter-se instalado no discurso de gente tão bem parecida? E eu pergunto: para que precisa um país como o nosso de ser roubado? Para que precisa um país como o nosso que lhe emprestem dinheiro? Aqui está sempre a nevar? Há tufões dia sim, dia não? É isto, por acaso, um deserto? Já não resta nenhum peixe nos mares? E o sol, que foi feito dele? Como pode este “jardim à beira-mar plantado” ter chegado ao ponto de precisar de dinheiro emprestado pago com um sofrimento tão brutal? Dinheiro emprestado que não é sequer para alimentar quem tem fome, que não é para pagar a saúde, que não é para educação, que não é para financiar a indústria, nem a pesca, nem a gricultura? Dinehiro emprestado que é para pagar dinheiro emprestado?! Serei completamente estúpida? Estarei a fazer uma grande confusão? Não temos nós tudo o que um povo precisa para viver com o necessário? Será preciso viver longe de quem se ama para sobreviver? Que espécie de catástrofe se abateu sobre nós? O que aconteceu para chegarmos até aqui? Sem agricultura, sem indústria e sem pesca? E porque motivo permitimos que nos fizessem isso? Acenaram-se com as casas novas penduradas no céu que não valiam metade do preço que se pagou... Acenaram-nos com a ideia de que éramos o que tínhamos, que éramos os nossos carros, as nossas roupas, os nosso objetos de nova tecnologia, sempre hoje comprados por um décimo do que amanhã custavam... Acenaram-nos com a ideia de que o que parecemos ser é aquilo que somos. E isso não é verdade. O que somos é apenas o que somos: o que pensamos, o que somos capazes de criar, o que somos capazes de transformar, a nossa capacidade de adaptação, aquilo que inventamos, o que temos de inesperado.
O que pensávamos nós? Que mudar de carro de 3 em 3 anos era um objetivo justo e legítimo de quem trabalha? Que comer o triplo do que devemos é compatível com uma distribuição racional dos recursos do planeta? Que ganhar dinheiro por ter golpe de vista e sem trabalho é legítimo quando outros para ganhar um milésimo têm de transpirar 40 horas por semana?
Comparamo-nos com o resto da Europa... E eu pergunto-me: o planeta chega para vivermos todos com o nível de vida dos alemães e dos suecos? Ou a palavra injustiça só tem significado quando a injustiça é sobre nós? E os povos africanos que até hoje pagam a dívida da nossa exploração?
Temos de parar e temos de questionar tudo. Temos de parar e definir o que é essencial: pão na mesa, tempo livre para nós, para os amigos, para a arte e para a beleza. Porque motivo a mecanização e o o consequente aumento de produção nunca reverteu a favor da humanidade? Porque criamos um sistema em que o aumento de produção enriquece os ricos e cria uma classe média, em que o poder político está subjugado ao poder económico, e que ciclicamente sofre crises porque é insustentável. E é insustentável porque quando tudo corre mal os malefícios não são imputados aos que antes beneficiaram mas sim àqueles que sempre ficaram na mesma para no fim ficarem pior.
Em suma. Temos sol, temos praia, temos terras férteis, uma extensa costa, conhecimento técnico e científico, saber fazer artesanal e industrial. Somos um povo honesto demasiado tolerante à corrupção. Porque somos uma gente de ética flácida. Que com tanto mar aprendeu a deixar-se levar pelas marés.
Está na hora de nos firmarmos. “Está na hora de o governo se ir embora”, “que se lixe a troika”. Sugiro que não paguemos. Comecemos do zero. Agarremos as nossas terras, recuperemos os conhecimentos, saibamos viver com menos, saibamos usar o nosso poder criativo, a nossa força e a nossa capacidade de trabalho. Aprendamos com o norte da Europa um pouco mais de organização. Criemos um país nosso, feito à nossa medida e daquilo que é importante. Saibamos ser e não parecer.
Que se crie um governo de esquerda, um socialismo tolerante a um liberalismo moderado. Com lugar para o mérito e para o direito à diferença. Com direito à preguiça e com direito ao trabalho. Um Portugal justo e solidário. Um governo de esquerda de AQUI E AGORA. Esqueça-se o Marx, o Trotsky, e o Mao Tsé Tung. Aqui e agora. Uma nova ideologia num novo tempo. Com uma única base: Liberdade, igualdade de oportunidades, fraternidade. Tudo o resto são ismos tristes da história, são interpretações demasiado humanas de grandes pensadores que, sem quererem, criaram verdadeiros monstros. Esqueçam as quezílias antigas. Que todos os homens de boa vontade se juntem num objetivo comum: a felicidade do povo português. Esquerda de Portugal, deixem-se de merdas, unam-se para o que é essencial. Povo português, deixem-se de merdas e desistam da alternância PS/PSD. O que temos a perder? O que nos pode meter mais medo do que separarem-nos dos nossos filhos, abandonarem-nos e expulsarem-nos do nosso país? o que nos pode meter mais medo do que saber que pessoas que trabalharam 40 anos têm reformas de 200 e porque o seu trabalho foi ilegal e no fim só tiveram direito ao desemprego?


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Fábrica de Cerâmica do Senhor do Além e o seu enorme potencial como equipament​o cultural e de apoio aos parques naturais

Acabei de enviar este mail aos (e já havia enviado um semelhante ao Sr Mário Dorminsky). Será que vou ter direito a dois minutos de atenção?

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Gaia


Exmo. Sr Director do Parque Biológico de Gaia

Exmo. Sr. Director do Solar dos Condes de Resende

Chamo-me Teresa Silva e sou arqueóloga. Escrevi recentemente um artigo sobre a antiga Fábrica de Cerâmica do Senhor d'Além situada junto ao rio, na escarpa da Serra do Pilar. Gostaria de vos enviar e de vos alertar que esta antiga fábrica possui um enorme potencial para se criar um equipamento cultural e de apoio ao parque natural da ponte D. Luís e D. Maria Pia. Se lerem o artigo penso que facilmente perceberão (O Dr. Gonçalves Guimarães naturalmente já conhece esta fábrica e o seu potencial...) que se trata de um caso singular. Num momento em que cada vez mais os equipamentos culturais têm de ser versáteis e oferecer (tal como faz a Fundação de Serralves) um espaço multi-funcional onde se possa passar um dia, acredito que este seria um espaço único em Gaia para esse efeito. Inserido numa paisagem única, com uma área enorme, com umas vistas fantásticas, preservando estruturas fabris que são provavelmente casos únicos ou muito raros no país e na Europa, poderia transformar-se num espaço de paragem (para quem passeia a pé ou de bicicleta) para fazer uma refeição, descansar, ver uma exposição, conhecer as antigas estruturas de uma fábrica de cerâmica (atividade outrora com um papel tão importante para a cidade...). Para além disso trata-se de um edifício cuja história remonta, pelo menos, ao século XVI!


Sei que os tempos são difíceis para investimentos e que o vosso tempo escassea, mas peço-vos apenas dez minutos de atenção para uma rápida leitura.


Com os melhores cumprimentos.

--

Teresa Silva

Arqueóloga

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Bom Povo Português estará na hora de fazer outra revolução?

Divulgo esta mensagem cujo autor desconheço e cuja veracidade de todas as informações não tenho tempo de confirmar. Mas penso que quando fizemos o 25 de Abril e escrevemos uma bela Constituição julgamos ter seguro o cumprimento dos princípios de um sistema democrático. Na verdade, o atual sistema político foi-se subjugando ao poder económico (começa com o facto de serem eles a financiarem as campanhas dos grandes partidos) e neste momento este é um país que promove a escalada política de gente desonesta. Não gosto generalizações como "são todos uns corruptos" nem tenho nada contra a existência de partidos, pelo contrário. Mas tenho a firme convicção de que o "bom povo português" vai ter de voltar a fazer uma revolução. Como? Não sei. Acredito nos indivíduos e acredito na união, acredito na imaginação e na criatividade, acredito no ser humano e acredito na justiça  (não nesta, claro mas em alguma que há-de vir). Creio que deveriam ser instaurados processos judiciaisa estes senhores pelo uso ilícito de um cargo político para benefício pessoal. Creio o país deverá ser governado por cidadão de esquerda com provas dadas de honestidade, apartidários ou de partidos... Como selecioná-los. Como reunir a gente honesta? (Eu pessoalmente nunca conheci ninguém que confessasse ser desonesto...)
Para além da união existe, para mim, algo que só depende de cada um de nós. A refelexão crítica e a revisão prática de todos os nossos pequenos gestos diários: O que comemos? O que vestimos? O que fazemos perante uma injustiça? Que prioridades definimos para nos enervarmos (por favor deixemos de as canalizar para o trânsito!)? O que fazemos quando não concordamos? Como promovemos a paz e a discussão em busca de soluções melhores para um fim  melhor e não um interesse próprio? Que fizemos nós hoje para tornar o mundo melhor?

Vale a pena ver a reportagem que passou ontem na Câmara Clara dedicada a Utopia (a palavra que mais amo)

Quem não viu creio que poderá ver em breve aqui: http://www.rtp.pt/programa/episodios/tv/p28553/1


"Um dos Motivos porque o Governo se tornou fiador de 20 mil milhões de euros de transacções intra bancárias......???

Os de hoje, vão estar como gestores de Banca amanhã, pois os de ontem, já estão por lá hoje.

Correcto???? Se pensas que não, vejamos:
EIS A LISTA :

Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa

Agora - Presidente do BCP Angola

Rui Machete: (AGORA NINGUÉM O OUVE)

Antes - Ministro dos Assuntos Sociais

Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; (o banco falido, é só gamanço) e Presidente do Conselho Executivo da FLAD

Paulo Teixeira Pinto: (o tal que antes de trabalhar já estava reformado)

Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, depois Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho', Saiu com 10 milhões de indemnização !!! e mais 35.000,00 € x 15 meses por ano até morrer...)

Agora ? Novo administrador da Comissão Executiva da EDP

Celeste Cardona: (a tal que só aceitava o lugar na Biblioteca do Porto se tivesse carro e motorista às ordens - mas o vencimento era muito curto)
Antes - Ministra da Justiça, depois vogal do CA da CGD

Agora - Nova administradora da Comissão Executiva da EDP

José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças

Agora - Administrador do BES


João de Deus Pinheiro: (aquele que agora nem se vê)
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros

Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português (O TAL QUE DEU O BERRO).

Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação -

Agora - Vogal do CA do BES

Ferreira do Amaral:

(O ESPERTALHÃO, QUE PREPAROU O TERRENO)

Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)

Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato (POIS CLARO, À TRIPA FORRA).

Eduardo Catroga:
Antes ? Foi Vice Presidente da Quimigal, Presidente do CA da SAPEC e Ministro das Finanças do 12º Governo de Cavaco Silva.
Agora ? Novo Chairman da EDP, que acumula com Administrador não Executivo da NUTRINVESTE e do BANCO FINANTIA (não prescinde de receber todas as reformas e pensões a que tem direito, pudera também eu!!!!!!)

etc etc etc...
O que é isto ? Cunha ? Gamanço ?
É Portugal no seu esplendor.
...e depois até querem que se declarem as prendas de casamento, bem como o seu valor. Já é tempo de parar esta canalha nojenta ! Não te cales, DENUNCIA! Passa este e-mail, fá-lo circular por Portugal. (Eu faço a minha parte. Por mim a estes sangue-sugas já os tinha posto a trabalhar na estiva...) . Sabes quem é que tem a culpa desta roubalheira? És tu, sou eu, somos todos nós, que permitimos todas estas situações. Como é que estes gatunos ainda nos pedem sacrifícios?Será que continuamos a ser, como dizia um monarca português, um País de bananas governados por sacanas.
Exigimos:

Reduzir os salários de TODOS os cargos políticos em 50%. (Cinquenta por cento)

Retirar TODOS os subsídios, abonos ou subvenções. Apenas poderão auferir o salário.

Limitar o salário dos cargos políticos, ao valor de 5 salários mínimos (+/- 2.500,00 € ?)
Apenas poderão auferir UM salário.

Reforma para os políticos aos 65 anos de idade, como todos os outros portugueses

ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!Vamos fazê-la circular em PORTUGAL....MUITAS VEZES, tantas quantas as necessárias...


"Em nome dos cortes salariais e do roubo, do subsídio de férias e Natal, vamos circular este apelo que ESTÁ CIRCULANDO EM TODA A ESPANHA!

E PORQUE NÃO, EM PORTUGAL?

Se Concordas passa aos teus amigos é uma forma de participares, de transmitires a tua revolta com a situação actual.  Não fiquem parados, façam alguma coisa ...
Se assim não for, teremos de concluir que concordas com a actual politica e estás feliz com os teus governantes!"

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Águas e Parque Biológico de Gaia - Política ambiental hipócrita!

Esta reclamação acabou de ser por mim enviada ao
Exmo. Sr. Presidente de Águas e Saneamento de Gaia
Dr. José Miranda de Sousa Maciel


Por favor, divulguem, estas situações têm de ser denunciadas!

Venho por este meio chamar a atenção para um aspeto que considero eticamente inadmissível no que diz respeito aos tarifários praticados pelas ÁGUAS e PARQUE BIÓLÓGICO DE GAIA, E.E.M. E, acima de tudo, contraditório com a política ambiental que a instituição propaganda promover.
Tendo em conta a atual situação financeira do país, o recurso a pequenas hortas para consumo doméstico é por vezes um completo fundamental para a sobrevivência das famílias. Ora tendo-me informado nos vossos serviços que o consumo de água para rega, através da  instalação de um contador próprio (apesar de mais caro, de 2,00€ a 2,50€ o m3), não estava sujeito a pagamento de taxas saneamento e de resíduos sólidos, resolvemos optar por esta solução. Acontece que, feito o contrato (Em nome de Pedro Elói Chagas Espirifião de Sousa) -  e só neste momento - nos forneceram a informação completa publicada em Diário da Republica. Analisando o contrato e o respetivo documento publicado em diário da república percebemos, então, que afinal pagamos taxas de resíduos sólidos, ainda por cima mais elevadas (2,30€ quando no consumo doméstico não excede os 0,80€). Isto porque um contador para a rega de um quintal (não estamos a falar de uma piscina!) está sujeito às mesmas taxas que o comércio e a industria. Devo dizer-vos que para uma instituição que promove tanto a educação ambiental, penalizar desta forma a produção de alimentos a nível familiar é verdadeiramente  espantoso, contraditório, inadmissível e injusto. É que para além da água ser muito mais cara taxam-se os resíduos sólidos, coisa absolutamente despropositada já que nós, não só fazemos menos lixo ao cultivar uma horta, (menos compras menos plásticos, menos embalagens...) como fazemos compostagem caseira que reduz em mais de metade o lixo que produzimos e que já pagamos, na íntegra, na outra fatura do contador normal.
Meus senhores educação ambiental a fazer fantoches com as criança a reutilizar pacotes de iogurte e, simultaneamente, taxar a água de rega de uma horta a este preço é promover uma política falsa, hipócrita  e apenas de fachada. Por favor sejam coerentes.
Por isso solicito que sejam revistos os tarifários diferenciado a agricultura doméstica do comércio e da indústria. E, já agora, uma chamada de atenção, a água para consumo doméstico, para BEBER, é um bem essencial. E no nosso concelho os preços praticados são inadmissíveis.
Avintes, 11 de Outubro de 2012
Agradeço a atenção dispensada
Maria Teresa Mendes da Silva

P.S Este e:mail será divulgado por todos os meios que eu tiver ao meu dispor. Estou absolutamente indignada. Fui enganada pelos vossos serviços e sinto-me revoltada, por andar a cavar uma horta, a apanhar ervas daninhas, a trabalhar quase diariamente para depois chegar à conclusão que mais vale ir comprar os produtos cheios de químicos que vêm de França!...  Porque com um contador normal  já recebi contas de 130 € de água e agora ainda vai ser pior! Não há um dia em que os cidadãos portugueses não levem uma bofetada! É a TSU, depois o IRS, o IMI, as taxas moderadores na saúde,as propinas da educação! Se não pagamos impostos para os bens essenciais afinal para que pagamos impostos?!