quarta-feira, 14 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Fugas de Alice Munro

Gostei especialmente do conto "Truques" não só porque é uma bela história de amor mas também pela "moral da história". Porque quando pensamos que algo na nossa vida pode ser programado percebemos que basta um centímetro ao lado, basta abrir uma porta um segundo antes ou depois, para toda a nossa vida ser diferente. Tal como na "Insustentável Leveza do Ser" a nossa vida é determinada por um rendilhado de acasos e o ponto de união de cada uma das linhas é o ponto exacto que determina todo o desenho da nossa tão incontrolável existência. Mas, ao contrário da "Insusentável Leveza do Ser" em que tudo se conjuga para um destino com sentido, aqui o desconcertante é o erro que se inicia nesse ponto e que se amplia tornando toda a existência um engano. É como num tapete de arraiolos em que só na conclusão se percebe que um erro inicial, imperceptível durante todo o processo de construção, comprometeu o resultado final.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Justiça na rua do Almada
Hi! Hi! Hi! Hi! Hi!
Não se deve desejar mal aos outros mas quando se vê um polícia de segurança pública sem barriga, sem bigode, sem perdigotos e sem arbitrariedades, fazer justiça...
Está um chico esperto, típico português com uma mão na buzina e outra nos tomates, na rua do Almada a insultar um velhinho que parou o carro para fazer uma carga numa rua com um sinal que informa “cargas e descargas até às onze horas”. Apesar de informado sobre a dita placa, continuava a fazer justiça pelas suas palavras sábias gritando “Eu é que sou o turista! É o país que temos! Ó não sei quantos” e outras coisas cujo sentido filosófico e dimensão poética se tornava difícil de alcançar. Braços musculados esticados no volante e mulher envergonhada ao lado...
E eis que chega o nosso herói... O balão rapidamente perde ar, murcha, tira os óculos de sol e com um olhar quase felino diz: “sabe o que é senhor agente...” mas não há hipótese: “Encoste ali à frente que vai ser autuado” “Está bem senhor agente...”
Eu cá defendo um polícia de segurança pública para cada português!
Não se deve desejar mal aos outros mas quando se vê um polícia de segurança pública sem barriga, sem bigode, sem perdigotos e sem arbitrariedades, fazer justiça...
Está um chico esperto, típico português com uma mão na buzina e outra nos tomates, na rua do Almada a insultar um velhinho que parou o carro para fazer uma carga numa rua com um sinal que informa “cargas e descargas até às onze horas”. Apesar de informado sobre a dita placa, continuava a fazer justiça pelas suas palavras sábias gritando “Eu é que sou o turista! É o país que temos! Ó não sei quantos” e outras coisas cujo sentido filosófico e dimensão poética se tornava difícil de alcançar. Braços musculados esticados no volante e mulher envergonhada ao lado...
E eis que chega o nosso herói... O balão rapidamente perde ar, murcha, tira os óculos de sol e com um olhar quase felino diz: “sabe o que é senhor agente...” mas não há hipótese: “Encoste ali à frente que vai ser autuado” “Está bem senhor agente...”
Eu cá defendo um polícia de segurança pública para cada português!
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